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16/02/2009

Mudei!

Cansei do blog do uol e suas limitações.

Fui para cá: http://essecalice.wordpress.com

 


Escrito por Geiza Martins às 03h03
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14/02/2009

“E o prêmio vai para”

Repetindo as indicações do ano passado e aceitando o pequeno orçamento para ir ao cinema menos vezes do que eu gostaria*, estão as minhas indicações que tratam de um tema em comum, a velhice:

O Curioso Caso de Benjamin Burton

Não há como negar, eu adoro filmes com histórias fantasiosas...desde O Peixe Grande, até Forrest Gump. Não resisto. É tão bom sair um pouquinho da realidade dos mundos iguais criados pelo cinema americano. Por isso, deixo aqui minha indicação ao filme do homem que nasce velho e faz o caminho inverso de todas as pessoas. Um sonho da humanidade, nascer velho e morrer de juventude! Passar os primeiros anos em que não sabemos o que está acontecendo mesmo como velhos para quando criarmos consciência termos um corpo que agüenta tudo que a cabeça pede.

 

 

O Lutador

Em primeiro lugar, parabéns Darren Aronofsky. Depois de nos premiar com o angustiante Réquiem Para Um Sonho, esse diretor de consagra para mim por fazer o outro muito bem dirigido filme de sua carreira. O Lutador é bonito, triste, seco...Mickey Rourke, que nem cobrou cachê, conseguiu em 35 dias de gravação o que não tinha conseguido em sua carreira de trinta anos de cinema. Denso, o ator faz com maestria o lutador de luta livre que vive sua decadência na velhice. Ironicamente, embora muito diferente do Benjamin, o filme trata também da velhice, de estar trancado num corpo que não vai junto com a cabeça. Cito aqui François, Duque de La Rochefoucauld e deixo abaixo cinco máximas da velhice:  A velhice é uma tirania que proíbe, sob pena de morte, todos os prazeres da juventude”

 

 

Cinco Máximas da Velhice

“Sou velho e já passei por muitas dificuldades, mas a maioria delas nunca existiu”
 Mark Twain

“Toda a gente desejaria viver muito tempo, mas ninguém quereria ser velho”
 Jonathan Swift

“Ninguém ama tanto a vida como o homem que está a envelhecer”
 Sófocles

“A velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na cara”
 Michel Eyquem de Montaigne

“O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão”
 Gabriel García Marquez

*Menos porque se fosse por mim estava todos os dias no cinema.  


Escrito por Geiza Martins às 14h23
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16/01/2009

 O coração falou

Nos primeiros anúncios da minissérie Maysa - Quando fala o coração na Rede Globo, eu fui a primeira a elogiar a iniciativa. Quando o primeiro episódio passou, fui a primeira a criticar. Tudo levava a crer que a série seria romantizada e que Monjardin ia estragar igual fez com o filme Olga. Afinal, mais uma adaptação de livro, mas uma mulher forte e marcante. Mesmo sendo a mãe, "não adianta, ele vai estragar". Tava tudo muito fraco, o enredo, a narração, os diálogos, nada estava colando. Até a atriz, Larissa Maciel, estava fraca, muito parecida, mas não estava nem um pouco perto da diva com o vozeirão. A única coisa que me chamou atenção foi a boa produção, direção de arte e fotografia.

Quando li nos jornais no dia seguinte, me surpreendi, audiência recorde. Mas pensei: "primeiro dia, logo cai". Que nada. Continuou o maior sucesso. Só sentei para assistir novamente no quarto capítulo e "susto", estava incrivelmente melhor. Tudo combinava, boas interpretações, edição, além do que já estava funcionando.  Não sei o que aconteceu, tive que me render e até deixar de lado algumas poucas críticas negativas. A Larissa Maciel entrou numa forma na personagem, não só na semelhança, que, nas últimas fases da trama, ela virou Maysa.

Hoje, vai ao ar o último episódio. E já nos deixa com saudade de ver os escândalos e ouvir a bela voz de Maysa todo fim de noite...Eu me rendi.


Escrito por Geiza Martins às 22h14
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16/12/2008

Balanço

Já virou tradição publicar todo final de ano uma lista com as minhas descobertas e realizações. Esse ano, diferente dos outros e para minha felicidade, a maior descoberta fui eu mesma. Nada de bandas, cantores, filmes ou curiosidades. Eu fui a grande estrela de 2008. Hoje, me sinto mulher completa. Sem dúvidas, só com certezas.

1)Vida: as brigas às vezes são boas. Foi por causa de uma no início do ano que descobri meus mais profundos medos. Analisados e resolvidos, pela primeira vez na vida respirei de verdade... 

2) Profissão: O jornalismo sempre esteve presente em minha vida (um dia conto a história inteira)e eu nunca aceitei. E a vida profissional sempre pareceu ser um grande vazio. De repente, plim! Jornalismo. faculdade e novos frilas.

3)Sentimento: Em agosto de 2006, lembro de desejar "a sorte de um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida". Mais tranqüilo e gostoso de se viver do que esse ano impossível. O laço cada vez mais exato e forte.

4) Espaço: Viajar é bom e isso não é novidade para ninguém. Mas para mim, as viagens foram todas para lugares novos. Monte Verde, Maceió, Barcelona, Madri, Roma...ai, ai, definitivamente o ano mais viajado da minha vida.  

 


Escrito por Geiza Martins às 00h40
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13/12/2008

Um Crime de Imprensa

Semana passada, ganhei um livro da pessoa que mais me faz feliz nesse mundo...O livro não era romântico. Pelo contrário. Querendo me ajudar nessa profissão que já era minha faz tempo, ele me deu um livro-reportagem. Bar Bodega fala muito mais sobre a imprensa do que o próprio crime que aconteceu em Moema em 1996. O jornalista Carlos Dorneles mostra como a imprensa pode ser cega para o que bem entender. E não ser nada parcial. Até julgar, julgaram...Todos. De todas as mídias e em todos os veículos reportando apenas um lado: o da polícia.

Indico. Principalmente aqueles que acreditam em tudo que lêem nos jornais e assistem na TV. Nós, jornalistas, somos mentirosos. Tristemente mentirosos... 

 


Escrito por Geiza Martins às 12h08
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12/12/2008

Capitu traz vida inteligente à televisão

Eu quero deixar aqui registrado os meus parabéns à Rede Globo pela "ousadia" de colocar no ar uma das melhores obras do maior escritor brasileiro adaptada magistralmente. Sim, porque TV funciona com números e correr o risco do ibope cair é uma atitude ousada.  Dom Casmurro, pelas mãos de Luiz Fernando Carvalho já virou obra prima. Daquelas de comprar o DVD e se orgulhar por ter na coleção.

O diretor conseguiu passar para imagens o que nenhuma outra adaptação de Machado de Assis sequer tentou. A linguagem de Machado está lá, nebulosa, cheia de idas ao passado e ao presente. Nada regular. Cheia de pausas na narrativa e pensamentos do narrador, que não pára. Nunca pára.

E felicitações também para a escolha da Capitu jovem. Se existe alguém com olhos oblíquos e dissimulados, olhos de ressaca, é essa menina Letícia Persiles! Parabéns ao diretor. Bela adaptação. O mestre Machado precisava de algo assim. É de se ter orgulho dos brasileiros.

 


Escrito por Cálice? às 11h45
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30/11/2008

Feliz Natal aborrece

Feliz Natal está longe de ser um filme comovente. O tema família infeliz é retratado de uma maneira entediante. Em sua estréia na direção de um longa-metragem, Selton Mello tentou transportar o espectador para o mundo depressivo de seus personagens. Mas não conseguiu, a sensação para quem assiste está longe de se envolver com os conflitos retratados. A história é sobre um homem que vai visitar sua família desestruturada na noite de natal. Lá, descobre que, assim como ele, todos seus parentes enfrentam problemas que evitam encarar.

Em praticamente quase todo o filme, há poucos diálogos. Essa ausência deveria ser compensada por uma direção sensível e envolvente, mas isso acaba não acontecendo. O que se percebe é a opção de Selton Mello por uma direção mais seca e uma montagem metamorfoseada que tenta constantemente encontrar um estilo, mas acaba variando demais. Em certos momentos, é possível perceber algumas falas soltas e sem sentido, como a da personagem Fabiana, interpretada pela atriz Graziella Moretto, que enquanto recebe o cunhado Caio, Leonarod Medeiros, diz: “Quando as pessoas gostam da gente, adoram”. A frase fica perdida no meio da cena.

As poucas conversas entre os personagens sobre o problema de cada um são perguntas que não obtêm respostas. E elas estão quase sempre seguidas por insistentes planos de close nos olhos dos atores que dão náuseas ao público. Infelizmente, essa é uma mania de alguns cineastas brasileiros que pensam que closes e imagens fora de foco formam um filme artístico de qualidade.

Em contrapartida, há alguns planos e sacadas interessantes. Mas existe muita estrada para o calouro Selton Mello. Espera-se que o mais novo diretor encontre seu estilo e saia dessa história dos cineastas brasileiros de quererem parecer cults. Tem que soltar a mão.

 


Escrito por Cálice? às 03h50
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23/10/2008

Madri!

Estava aqui pesquisando sobre a cidade que vou visitar (coisa que ainda não tinha tido tempo de fazer) e eis que eu encontro os museus...e, pára, gente, pára tudo!

Eu descobri que EU VOU PIRAR!

Meu Deus!

Goya, Van Gogh, Picasso, Guernica!

E ainda a minha obra favorita: As Meninas, de Velázquez!

Eu vou pirar! Eu vou pirar! Eu vou pirar!

Eu vou pirar! Eu vou pirar! Eu vou pirar!


Escrito por Cálice? às 19h04
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22/10/2008

Enlouquecida

Quando achava que esse ano tinha tudo para acabar como começou, aí aparecem as surpresas do destino!

E boas! Afinal, escrever um livro em 19 dias e organizar uma viagem internacional para daqui a 20 dias, pode ser complicado mas não deixa de ser gostoso.


Escrito por Cálice? às 02h12
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28/08/2008

Minha primeira vez com o presidente

Era uma época de primeiros...primeiro ano na faculdade, primeira turma de rádio e televisão, primeiro trabalho acadêmico, primeira amiga da idade adulta.  A tarefa era simples. Eu mais minha colega deveríamos encontrar uma personagem curiosa pelas ruas de São Paulo.

O local do encontro era clássico: Avenida Paulista, escadão do prédio da Gazeta. As duas focas, que nem estudantes de jornalismo eram, deram o primeiro furo daquela tarde. Nós não tínhamos percebido que era oito de março até a passeata a favor do Dia Internacional da Mulher passar bem diante do nosso nariz.
Corremos para o meio da muvuca. Algumas mulheres com cartazes manifestando o direito pela igualdade nos salários e nos cargos em empresas. Outras com cartazes contra o assédio sexual e violência doméstica. Foi quando passou ao meu lado a moça que, anteriormente,  gritava frases incompreensíveis no microfone em cima do carro de som.

- Moça, posso fazer umas pergunta?

É, eu nem sabia quem era ela, mas ela devia ser importante. Presidente da ONG que havia organizado o manifestação, acho servia. Não sei pelo gosto da caminhada, pelo oba-oba, ou mesmo por intuição feminina, decidimos continuar. O que tínhamos a perder? O sentido era Rua da Consolação.

Já estávamos em frente ao MASP e resolvemos ficar um pouco do lado de fora para observar a movimentação. A circulação de pessoas estava intensa. A rua que cruzava a mais paulista das avenidas estava lotada de homens usando ternos pretos, óculos escuros e escutas no ouvido.  "Deve ser algum figurão", pensei.

Descemos um pouco. Vi de relance uma loira vestida de vermelho ser xingada por uma senhora que usava um lenço sujo na cabeça e uma saia rasgada.  "Marta, sua vagabunda", dizia. "Puta", completava um homem.

Andei mais um pouco. Câmeras de televisão, microfones e gravadores rodeavam alguém. "Quem?". Estiquei o pescoção e lá estava ele: barbudo, grisalho e com língua presa. Embranqueci. Corri até minha colega:

- É o Lula!
- Pega o gravador! Vai!

Não sei se foi o susto, a empolgação ou mesmo instinto. Fui. Achar um buraco na muralha da mídia foi difícil para uma reles estudante. Metade no jeitinho, metade na força bruta. Meu braço entrou. E entrou com velocidade, com agilidade e com força suficiente para atingir o queixo do homem mais importante do Brasil. A barba áspera tinha arranhado a minha mão. O repórter da Globo me olhava feio. O da Folha de S.Paulo ria.  "Opa, vai com calma aí", ouvi sair de dentro do bolo. O soco deve ter sido rápido, mas eu demorei uma eternidade para entender o que tinha acontecido.
Enrubesci, mas continuei ali, firme, ao lado dos bam-bam-bans. A coragem de fazer alguma pergunta nunca existiu. Calada e tímida permaneci até o presidente ir embora.

Com as pernas bambas, típicas de uma principiante, voltei até a minha amiga. Decidimos ir até a faculdade e ceder nosso trabalho à Rádio Universitária. Não sei se por falta de credibilidade nas bixetes ou preguiça do pessoal, a sonora nunca foi ao ar. Mas a fita está guardada como lembrança até hoje no meu baú, junto da coleção de "um dia serei jornalista".                             


Escrito por Cálice? às 22h12
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19/08/2008

Nas Olimpíadas / Nós merecemos

Não sou muito ligada a futebol, torço para o Figueirense. O que eu sei do meu time? Que está na primeira divisão e que treina o jogador Jean Robson Martins Junior, de 15 anos. O único motivo para eu ter essa informação é ele ser meu sobrinho.

Fora isso, futebol pra mim só na copa. E olhe lá...isso porque os brasileiros que vestem a camisa amarela não honram o nosso povo. Dinheiro, dinheiro, propagandas, passes comprados, recomprados, mais dinheiro, muuuiiiiito dinheiro. Isso é o que importa para eles.

Somos uma fábrica de melhores jogadores do mundo...ou melhores jogadores para o mundo. Quando se trata de seleção, esses ídolos parecem não ter a menor vontade de jogar, fazem "nas coxas" mesmo. Os técnicos continuam convocando os que um dia já foram dignos de admiração e hoje são de vergonha.

Vergonha porque não têm garra, vergonha porque não têm ética, vergonha porque passaram tanto tempo fora do Brasil que não conhecem mais a alegria do povo ao ver a seleção brilhar.

Apáticos, sem emoção, por dinheiro...O oposto da Argentina. Por isso deixo aqui meus parabéns para o time que mereceu o placar 3x0. E meu desgosto para a seleção canarinho. 

 

Nós merecemos:


Escrito por Cálice? às 22h18
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13/07/2008

Efeito Marginal

E se um dia você acorda e percebe que perdeu grande parte da sua vida evitando enxergar o que sempre esteve bem na sua frente? Estava tudo ali, pulando, pintado de vermelho, com uma melancia pendurada no pescoço...

E num plim, desses de filmes de mágica mesmo, está tudo óbvio, o caminho está claro e o objetivo fácil de atingir. É, acho que devo agradecer a Marginal Pinheiros...já é o segundo plim do ano, todos no mesmo local.

E é de plim em plim que as pessoas progridem! Quem disse que os engarrafamentos de São Paulo só podem ser nocivos?

 


Escrito por Cálice? às 18h01
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30/06/2008

Uma das indignações do dia

Reunião de pauta de um programa de tv que não tem muita credibilidade por aí, porém conhecido no Brasil inteiro e que se diz “formador de opinião”. Pois bem, esse é o cenário.

Em uma segunda-feira cinza (sim, porque todas as segundas-feiras são cinzas quando não se está em férias ou feriado prolongado), se debate sobre a nova e polêmica lei de trânsito sobre consumo de álcool em vigor em São Paulo. As repórteres, a redatora e a única produtora aqui discutindo que maneiras o povo iria achar para burlar a lei...entre elas várias hipóteses foram citadas, inclusive já testadas no sábado anterior por uma delas.

Pois bem, em uma reunião de pauta como essa, ninguém coloca em dúvida de que esse é o assunto do momento, extremamente polêmico e que qualquer programa formador de opinião deveria tê-lo em seu conteúdo. Eis que surge o responsável para decidir o tema do dia para o programa. Após a proposta, ouve-se um ridículo “ah, mas essa lei não é radical, não serve”.

Não é radical? E eu quase ri, confesso. Como uma lei que deixou o Brasil entre os principais países mais radicais contra o consumo de álcool no mundo pode não ser radical? Uma lei que interfere diretamente no dia-a-dia do povo e faz com que um país inteiro tenha que mudar seus hábitos? Como não?

Ah, então tá. Chefe sempre tem razão, mesmo quando nunca tem. Então, bora lá fazer pautas comportamentais e deixar os fatos de lado. Fatos pra quê?

Deixa para trabalhar de verdade no dia em que for diretora de um programa sério. Por enquanto, vamos brincando de produção mesmo.

PS: É, o post anterior mostra que talvez eu seja contraditória. Ou talvez que eu viva um momento de cada vez e rápido demais


Escrito por Cálice? às 23h27
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04/06/2008

No trabalho

Uma pequena realização

 

Sempre depois da tempestade vem o arco-íris. Será? Verdade ou mentira, o que importa é que esse colorido sempre chega no momento limite, quando você já não suporta mais e está prestes a perder a razão.

 

E eu quase perdi, e eu quase pirei...depois de reclamação e algumas lágrimas, resolvi! E, há dois dias, estou vivendo uma espécie de recompensa. Pequena, bem pequena perto do que almejo, mas importante para esse momento. Dá até para sentir um calor surgindo...tímido e pequeno, mas existente.

 

Agora, já não é mais raro me ver sorrir.


Escrito por Cálice? às 11h17
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26/03/2008

À classe média que me cansa:

Lançamento da coleção de Jorge Amado na Cia das Letras. Seria feita uma leitura de trechos das obras com a participação de Mia Couto, escritor moçambicano, Milton Hatoum, Caetano Veloso e Chico Buarque. A leitura foi gratuíta e os ingressos se esgotaram em 20 minutos.

 

No início, quando a filha de Jorge Amado estava fazendo seu discurso, olhei para aquele mundaréu de gente e a pergunta que veio à minha cabeça era: “Quantas pessoas aqui vieram de fato prestigiar Jorge Amado?”. Todo mundo com máquinas fotográficas, atentos, prontos para quando Chico ou Caetano subisse ao palco. 

 

Depois desisti da idéia, “não, as pessoas também estão aqui para ver os dois, mas não é essa a intenção principal”. Só que o pensamento veio à tona de novo, foi Chico Buarque ser anunciado e todos passaram a se ajeitar na poltrona, soltando uns “ai, meu Deus”...Flashes e mais flashes depois, e um pouco de Dona Flor, Chico descia do palco e o burburinho voltava.

 

Subiu Milton Hatoum e grande parte estava vendo fotos em seus celulares. Prestavam um pouco de atenção, levantavam iam ao banheiro, cochichavam regularmente. Mia Couto foi o mais aplaudido da noite, com um bonito discurso sobre a influência da intelectualidade brasileira na África e em como Jorge Amado foi importante nessa ponte. Comovente de fato.

 

Caetano fechou com música, leitura de trecho de Porto dos Milagres e música. Também emocionante. Ninguém me convenceu que a maioria – não todos, pois como diria Nelson Rodrigues toda a unanimidade é burra – estava lá para ver seus ídolos...e por conseqüência prestigiaram Jorge Amado, mas só por conseqüência.

 

Eu, um pouco culpada, saí do teatro e fui direto comprar Dona Flor e Seus Dois Maridos. Desculpe, Jorge.

 


Escrito por Cálice? às 11h18
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